O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, passou a noite detido na Superintendência da Polícia Federal na zona portuária do Rio e aguarda a votação dos deputados estaduais que pode revogar ou manter sua prisão preventiva. A Alerj deve ser formalmente notificada ainda hoje pelo Supremo Tribunal Federal, que também determinou o afastamento imediato de Bacellar da presidência da Casa. Só depois dessa comunicação começará a contagem de prazos para manifestação da defesa e para a análise da Comissão de Constituição e Justiça, etapa necessária antes de levar o regina hall parecer ao plenário.
A tendência, segundo apuração interna na própria Assembleia, é que a prisão seja derrubada. Bacellar foi eleito presidente da Alerj por unanimidade — todos os 70 deputados votaram a seu favor, incluindo parlamentares de oposição como integrantes do PSOL. A expectativa é que ele obtenha novamente apoio suficiente para relaxar a prisão, embora permaneça afastado do comando da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A investigação que levou à prisão de Bacellar aponta suspeita de obstrução de justiça e possível envolvimento com o crime organizado. rasmus dahlin A Polícia Federal afirma que o deputado teria avisado o colega TH Joias — considerado braço político do Comando Vermelho — sobre uma yorkshire operação deflagrada em setembro. Na ocasião, TH Joias não foi encontrado em casa e compartilhou com Bacellar imagens das câmeras de segurança de sua residência, sugerindo manobra para esconder provas e evitar a prisão. A PF descreve no relatório a existência de um “Estado paralelo” com influência da facção criminosa sobre estruturas políticas fluminenses. #DIIAC #JornalGente
