JOANA FLOR DAS ALAGOAS
(Elomar Figueira Mello)
TELMA
Telma Soares nasceu em Maceió, Alagoas, e é uma cantora brasileira.
Em 1962, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Logo depois, mudou-se para São Paulo, onde atuou na noite, apresentando-se em casas noturnas como Baiúca. Por essa época, Vinicius de Moraes e Baden Powell a ouviram cantar nessa boite, convindando-a a voltar para o Rio de Janeiro, onde a recomendaram a Aloíso de Oliveira. Pouco depois, ao lado de stenhousemuir vs queen of the south Lennie Dale e Roberto Menescal, já estreava no show "Bossa, balanço & balada", na boite Au Bom Gourmet.
Em 1963 Vinicius de Moraes e Marcos Valle produziram um LP da cantora.
Em 1966, Sérgio Porto fez a produção do disco "Thelma Soares interpreta Nelson Cavaquinho" para a CBS. Nesse disco, interpretou a inédita "Pranto de poeta" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "Luz negra" (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso), "Fora do baralho" (Nelson Cavaquinho, José Ribeiro e Antônio Gomes de Farias), "Rio, não és mais criança" (Nelson Cavaquinho e José Ribeiro), "Luto" (Nelson Cavaquinho, Sebastião Nunes e Guilherme de Brito) e "A flor e o espinho" (Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Guilherme de Brito). O disco, com arranjos do maestro Radamés Gnatalli, apple ios 26.5 contou com a participação de Nelson Cavaquinho nas faixas "Cuidado com a gavin gwynne outra" (Nelson Cavaquinho e Augusto Thomás Júnior), "História de um valente" (Nelson Cavaquinho e José Ribeiro) e "Rei sem trono" (Nelson Cavaquinho e Alberto Jesus). Ainda nesse LP, a cantora interpretou "Palhaço" (Nelson Cavaquinho, Oswaldo Martins e Washington Fernandes), "Rugas" (Nelson Cavaquinho, Augusto Garcez e Ary Monteiro) e "Pecado" (Nelson Cavaquinho e Lígia Uchôa). Sobre ela escreveu no encarte Sérgio Porto: "... Tal é este LP que junta uma cantora excelente no presente e promissora no futuro a um veterano sambista, que até agora vinha sofrendo a injustiça de não ser difundido à altura de seu valor artístico...".
Nos anos 80 Fagner produziu um novo trabalho da cantora, "Joana Flor das Alagoas", para a gravadora RCA.
Elomar Figueira Mello (Vitória da Conquista, 21 de dezembro de 1937) é um cantor, cantador e compositor brasileiro.
Seu nome aparece com variações nos primeiros discos, o que contribuiu para difundir dúvidas e confusões sobre a grafia. A forma adotada na publicação de suas obras desde o álbum Na quadrada das águas perdidas, de 1978, fixou-se como Elomar Figueira Mello, que é seu nome civil.
Elomar nasceu na Fazenda Boa Vista pertencente aos seus avós, Sr. Virgilio Figueira e Sra Dona Maricota Gusmão Figueira.
A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música "Ecos de uma Estrofe de Abacuc".
Seus pais eram Ernesto Santos Mello, filho de tradicional família da zona da mata de Itambé (Bahia), e Eurides Gusmão Figueira Mello. Tem dois irmãos: Dima e Neide.
Dos três aos sete anos de idade Elomar viveu na cidade de Vitória da Conquista, passando depois a morar nas fazendas de seus parentes como a Fazenda São Joaquim que tanto lhe inspirou músicas, a as Fazendas Brejo, Coatis e Palmeira.
Estudou entre o sertão e a capital e mais tarde, no final da década de 1960, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia. Teve também uma passagem rápida pela Escola de Música dessa mesma Universidade.
Casado com Adalmária de Carvalho Mello é o pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do maestro João Omar.
Joana flor das alagoas
Se alevanta e vem vê
O trovão longe ressôa
Tiranas de bem querer
Joana flor das alagoas
Olha como deus é amô
Encheu d´água as alagoa
Sem flor, em flor
Joana flor das açucena
Teus olhos têm pena ver tanta beleza
Sem ninguém pra ver
Olha a noite vai crescendo e a chuva caindo
E as lagoa enchendo e os bicho cantando
Cânticas de amô
E só você durmindo
Oh, joana em flor
Ai, joana em flor
Ai saudade lá nos brejos
As saracuras canta
Fais tempos que num vejo
Nessa terra santa umas coisa assim
Joana se alevanta todas as açucena
Meus olhos tem pena ver tantas beleza
Ninguém, pra ver
Louvado nosso sinhô, que ouviu minha oração
E nessa noite chorô
A chuva no meu sertão
Joana, vem ver, os sapinho tão cantando
Tiranas de bem querer...
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